1 ano de Ovelha Negra (e o tal texto lamechas que oficializa a coisa)

[Ilustrações: Ana nas Tintas]

Como todas as boas ideias, também
a ideia de criar a Ovelha Negra nasceu no banho. Dizem que a água tem um efeito
clarificador na nossa mente, arruma ideias, abrindo espaço para outras.

Estava sozinha em casa e fui
tomar banho. E “plim”, bateu-me a ideia – se cozinhas e gostas, se pões fotos
de bolos no facebook e os teus amigos te querem comer viva porque não estão por
perto para os provar, porque não crias um blog e partilhas com o mundo essa tua
vontade?


“Porque não” é a questão que me
fiz e continuo a fazer quando me sinto em baixo ou quando estou expectante com
uma receita que acaba por não ter muitos comentários ou que não faz o sucesso
que esperava.

Porque nunca é tarde, porque
tenho disponibilidade e fundamentalmente porque tenho vontade de continuar. O
blog trouxe-me muitas coisas boas, e não me arrependo de nada do que tenha
feito (pronto, de algumas fotografias menos felizes).

Há dias em que quase dou pulinhos
de felicidade quando recebo o vosso feedback positivo, quando me dizem “ena que
bom aspecto” ou recebo fotografias das minhas receitas por vós recriadas – é tão
bom saber que estão desse lado; há outros dia menos felizes, em que chego a
pensar “o que fiz de errado” ou “qual a necessidade de certas atitudes”?

No essencial o blog trouxe-me
coisas boas:

     – deu-me mais conhecimentos tecnológicos
– sim, porque não há pessoa mais naba e desatualizada do que eu, por isso
acreditem, criar um blog e tentar mantê-lo apresentável e moderno é das maiores
conquistas que fiz;

     – a capacidade de organizar o meu
tempo função das coisas que tenho de cozinhar e publicar;

    – melhorar, e muito, a minha
percepção visual e sentido estético e por isso fazer fotografias melhores –
ainda que não tenha um maquinão (e sinta o “bullying” de ter uma máquina pouco
profissional), não é uma máquina que faz um fotografo, e modéstia à parte, acho
que me tenho saído bem;

     – tenho uma noção mais real do
que é o mundo virtual – eu cresci a ler livros e a brincar na rua, nos anos 90
(incrível), e não me habituei a passar o meu tempo ao computador, por isso, todo
o mundo dos blogues é uma novidade recente na minha vida.

Criei o blog, a medo, lembro-me
de tremer quando escrevi “A Cozinha da Ovelha Negra”.

E Ovelha Negra porquê?

A Ovelha
Negra é a que se  perde, que anda fora do
rebanho, a que gosta de arriscar. E é assim que me vejo. Podia seguir o caminho
mais seguro, seguir os outros e cair no erro de me tornar no rebanho, mas não
quero – quero ser única, não quero ser igual a ninguém. Sou uma mulher de
princípios, e a Ovelha também. No fundo somo uma única só – Teresa e Ovelha
Negra, e o que defendo na minha vida pessoal é o que aplico no blog, sem tirar
nem pôr.

Criei o blog com menos ambições
do que as que tenho agora – porque confio no que faço e na pessoa que sou; e
porque me permito sonhar com voos mais altos. Não quero estagnar, quero crescer!

Já passou 1 ano, 300 receitas
depois, cá está a Ovelha Negra. Com tudo o que faço comprometo-me, e levo tudo
sempre avante – porque para a frente é que é o caminho!

Aos meus, que estão próximos e
que convivem comigo diariamente (ou quase com essa frequência), obrigada por serem
os meus provadores oficiais, me aturarem a neura quando a coisa corre mal ou
por serem os primeiros  a ver o meu
sorriso (muitas vezes parvo) e os meus saltos (porventura histéricos) quando as
coisas correm bem e recebo convites giros.
Um agradecimento especial à minha grande amiga Rita, por no
meu aniversário me ter oferecido uma imagem, a Ovelha que conhecem – já não me
imagino sem ela! E não só me ofereceu uma imagem, como me permitiu estabelecer
uma ligação com a maravilhosa Ana, a autora destes desenhos que tão bem conhecem.
Sem a 
Ana nas Tintas não havia esta Ovelha Negra! Embora diferente, esta nova Ovelha transmutou-se para uma forma mais próxima da real (e mais próxima de mim).
A vós, que apenas conhecem a
Ovelha da blogosfera, obrigada por estarem desse lado  e me acompanharem nesta jornada – não me
conhecem pessoalmente, mas na essência, a Ovelha  e a Teresa são a mesma.
Pronto, chega de lamechices. Agora
só pró ano!



Noodles de courgette com molho agri-doce


Já há muito que a courgette não fazia uma aparição aqui pelo blog – a verdade é que as dita andam tão fraquinhas que são só sementes! Mas lá apanhei uma courgette gorda e viçosa, que fez as minha delícias e que vai fazer as vossas no formato que mais gosto – os noodles!

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