Shepherd’s Pie {vegan}

Um prato que se quer em dias mais frios, quando o sol apenas sorri de soslaio e o cinzento é a cor que mais se vê. Assim se conta a história de uma pie, que para nós, portugueses, mais parece um empadão, mas que em terras britânicas é um dos pratos mais tradicionais.
Só que esta minha é vegan.
Sempre quis ir ao Reino Unido.

No que toca a viagens, a conhecer sítios e culturas novas, sou uma privilegiada – das nossas ilhas, a um pouco de Espanha, à encantadora República Checa, à distante e improvável Finlândia, bem como à diversidade dos Estados unidos, de entre outros países que preenchem o meu “passaporte”.
Mas nunca fui ao Reino Unido, e queria tanto.
Sempre fui a miúda nerd, a que lia livros nos intervalos da escola, quase sempre livros históricos, e muito frequentemente sobre a História de Inglaterra e Escócia: Mais tarde, os livros das histórias do Sherlock Holmes, do Poirot e dos espiões da II Guerra mundial e da Guerra Fria, passados em Londres (e também em Berlim, cidade que está na minha lista infindável de destinos futuros)
Tenho o imaginário britânico e kitsh na cabeça, pelos livros da Jane Austen, da Charlotte Brontëe e de tantos outros clássicos.
Enquanto não realizo este meu sonho, vou cumprindo outros, e vou sempre viajando para não perder o bichinho. E não é preciso viajar fisicamente: felizmente, podemos abrir um livro e viajar dentro dele.
E esta Shepherd’s Pie veio de uma dessas viagens, de um clássico ou de outro, em que a os relatos das refeições dão azo a outros assuntos que não a mesma. Mas, se estiverem atentos, as grande histórias desenrolam-se me volta de uma mesa, de preferência bem posta, com toalhas de renda e talheres de prata.
E no caso dos clássicos ingleses, dos pratos constarão puddings, roasts, e Shepherds’s Pies.
 
A deles com carne, a minha sem – porque assim quis o hábito ditar – mas tão típica e reconfortante como a original Digo eu, porque nunca aprovei. Mas do que li, não há de andar loge.
1 chávena de alho francês (parte branca) picado
1/2 cebola picada
1 chávena de beringela picada
2 cenouras picadas
1/2 chávena de courgette picada
250g de cogumelos frescos picados
2 tomates congelados, pelados e em cubos
1 chávena de ervilhas congeladas
4 colheres de sopa de molho inglês
1 colher de sopa de ketchup
200ml de água
Sal e pimenta a gosto
1 colher de sopa azeite
5 batatas médias
6 colheres de sopa de leite de arroz
Sal, pimenta e noz moscada a gosto

Pré-aquecer o forno a 200ºC

Levar as batatas com pele a cozer numa panela com água abundante.

Começa-se por refogar em lume médio a cebola e o alho francês, até alourar. Junta-se a beringela e cozinha-se em lume alto, mexendo muito bem por cerca de 2 minutos. Juntar o molho inglês, a courgette e a cenoura, e deixar cozinhar por 5 minutos em lume médio. Adicionam-se então os cogumelos e temperam-se com sale pimenta para que soltem a sua água; envolve-se com o restante preparado e deixa-se cozinhar por 10 minutos.

 

Adicionam-se o tomate em cubos, o ketchup, 100ml de água e deixa-se cozinhar tapado por 10 minutos em lume brando. Por fim, juntam-se as ervilhas, a água restante, tapa-se e deixa-se apurar por 10 minutos.
Escorrem-se as batatas, pelam-se e esmagam-se. Envolvem-se com o leite de arroz, e os temperos.
Num pirex, coloca-se em primeiro lugar o recheio, e por cima, a batata esmagada.

 

 Com um garfo, fazem-se reentrâncias no topo.

 

Leva-se o forno, com o grill ligado, até que o topo fique dourado e crocante.
O recheio marcante, a fervilhar de sabor e textura, rematado com um topo dourado e leve de batata, fazem deste prato, ainda que diferente do típico e original, uma verdadeira confort food

 

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8 thoughts on “Shepherd’s Pie {vegan}

  1. Inicialmente parecia-me mais achatada, mas para o fim dá para ver que o potinho é alto 😀 Ah, e consigo ver-te com a câmara na colher da primeira fotografia 😛 Acontece-me SEMPRE 😛
    A minha avó é que faz sempre isso do garfo nos empadões haha 🙂 Fica adorável, só que quando ela faz é um tabuleiro enorme então está lá 2 horas 😛 Mais valia pegar num ancinho 😛
    Por acaso tenho uma certa curiosidade com o Reino Unido… Não sei, não sou viajada e só conheço dois países (Portugal conta, certo? :P), mas tenho um certo fascínio.
    É do sotaque, só pode 😛
    Como é que conseguias ler livros nos intervalos com o barulho? 😛 Eu gosto de livros históricos se forem muito particulares (acho as guerras e os movimentos interessantes, por exemplo. Já soube a II guerra mundial por passos de cor, mas não foi por vontade própria, admito :P), mas às vezes acho chato, acho que prefiro literatura… De qualquer maneira sempre fui mais ciências do que humanidades.
    Os do Poirot são muito giros, além dos clássicos Sherlock Holmes, claro 🙂
    A guerra fria é um dos temas que acho bem interessantes 🙂
    Por acaso os livros da Jane Austen têm mesmo aquela atmosfera britanica 🙂
    Com carne ou sem, é mesmo comida conforável e deliciosa 🙂
    O teu esmagador de batatas é uma mão? Que giro 😛
    Uau, que bem alisado! Deves ser a mestre dos castelos de areia 🙂
    A receita é muito gira, que delícia 🙂

    1. Por incrível que pareça consigo concentrar-me com barulho, mas só para ler livros (é uma coisa de família, a minha mãe tem a incrível habilidade de ler em qualquer lugar); de resto, estudar coisas da faculdade é que já não.
      Sou a rainha dos castelos na areia, como podes constatar – o que me leva a querer que poderia ter experimentado a escultura!
      No que toca aos livro, bastava uma pequena alusão a Henrique VIII, Isabel I, Maria Antonieta e Czars da Rússia! Mais tarde, tudo o que fosse guerras mundias, guerra fria, espiões, detectives… Sou apaixonada por livros!
      Acho que o kitch dos livros da Jane Austen são um belo cartão de vista! E levam uma pessoa a experimentar pratos que nunca provou 😉

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